segunda-feira, 2 de março de 2009

Pensando em estudar música?


Cursos de Extensão em Música


Objetivos, Público alvo e Organização

Os Cursos de Extensão em Música têm o objetivo de preparar futuros candidatos ao curso de Licenciatura em Música da UFS, através de cursos básicos sobre os conhecimentos específicos necessários para o ingresso neste curso de graduação. Também fazem parte do público alvo, músicos (instrumentistas e/ou cantores) que já possuam conhecimento prático do seu instrumento e desejem aprender a ler e escrever partituras.

São ao todo quatro cursos a serem ofertados, dois a cada semestre, com conteúdos específicos a serem trabalhados em cada nível.

Primeiro Semestre:

Teoria Musical I - 31/03 a 16/06

Percepção Musical I - 01/04 a 17/06

Segundo Semestre

Teoria Musical II - 04/08 a 27/10

Percepção Musical II - 05/08 a 28/10

Os cursos são independentes, não possuem pré-requisitos, ou seja, a participação em um dos cursos não requer a participação em outro prévio ou simultâneo. Por exemplo, é possível cursar Teoria Musical I sem ter que cursar Percepção Musical I, assim como, quem se sentir preparado, pode cursar diretamente Teoria Musical II no segundo semestre sem ter antes cursado Teoria Musical I no primeiro semestre.


Duração e Valor

Cada curso tem a duração vinte e quatro horas distribuídas ao longo de doze semanas, resultando num valor total de R$150,00 (cento e cinquenta reais) a serem pagos no ato da inscrição com três cheques de R$50,00. Se preferir pagar à vista, terá um desconto de 20% sobre o valor total do curso.

Para pessoas com necessidades financeiras comprovadas, poderão ser concedidas bolsas de 50% a 100% sobre o valor do curso.


Inscrições

As inscrições serão realizadas na secretaria do Núcleo de Música, Didática III do Campus de São Cristóvão, entre 02 a 27 de março, das 14:00 às 21:00.


Horários e Local de aula

Os cursos ocorrerão nas salas reservadas ao curso de Licenciatura em Música na Didática II, Campus de São Cristóvão. Para cada curso serão ofertados duas turmas, uma pela manhã e outra à noite nos seguintes horários:

Percepção I e II-A1 (matutino)

Terças Feiras, das 09:00 às 11:00

Percepção I e II-A2 (noturno)

Terças Feiras, das 19:00 às 21:00

Teoria Musical I e II-A1 (matutino)

Quartas Feiras, das 9:00 às 11:00

Teoria Musical I e II-A2 (noturno)

Quartas Feiras, das 19:00 às 21:00


Conteúdo Programático Teoria Musical I

Pentagrama, claves de sol e de fá, signos de compassos simples, sinais de alteração, sinais de agógica, figuras rítmicas, ponto de aumento, intervalos, escala maior e menor, tríades, armaduras de clave.

Teoria Musical II

Signos de compassos mistos e compostos, clave de dó na 3ª e 4ª linha e claves antigas, síncopa e contratempo, tétrades, campo harmônico das tonalidades maiores e menores, modos litúrgicos.

Percepção Musical I

Leitura e transcrição rítmica de exemplos em compassos simples, solfejo e transcrição melódica de exemplos musicais simples em dó maior (com intervalos de no máximo uma terça), identificação e solfejo de intervalos diatônicos simples (até uma 5J), identificação de acordes maiores e menores.

Percepção Musical II

Leitura e transcrição rítmica de exemplos em compassos compostos utilizando síncopas e contratempos, solfejo e transcrição melódica de exemplos musicais simples em dó maior (com intervalos de até uma quinta justa), identificação e solfejo de intervalos diatônicos simples, identificação de acordes maiores, menores, aumentados e diminutos.


Certificação

Cada curso terá um certificado de participação independente, contendo a frequência (24 horas) e nota final de aproveitamento.


Professores dos cursos

José Rafael de Oliveira Jr.

Fabio Alexandre de Oliveira

Saulo José Ferreira Santos

Luiz Eduardo de Souza Amaral Rocha


Coordenação

Prof. Dr. Hugo Ribeiro


Maiores Informações

Através do telefone 2105-6821 (secretaria do Núcleo de Música)
ou através do email hugoleo75@gmail.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dia 28...


Essa arte bunita aí refere-se ao mais novo lançamento indie-rock (espero não ofender a galera haha) das terras do Cacique Serigy: Elisa, "O Quarto dos Fantasmas". Afastando a praga da maldição, esse showzito no Capitão Cook conta com o Snooze, e também os parceiros Daysleepers, além de mais uma novidade, o Road to Joy. É rock que não acaba mais. É pós-carnaval, e minha estréia em palcos como trintão! ;)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Formato Maçã

Um querido engenheiro de som e brother, João Vasconcelos (a.k.a. Janjão), responsável pela masterização do terceiro álbum do Snooze, retomou contato e montou essa homenagem aí de cima, me colocando como garoto-propaganda da Apple. Vou fazer de conta que essa maçã tem mais a ver com os Beatles que com informática, e aceitar a alusão de que eu faço alguma diferença nesse mundo de loucos e sonhadores.
Em tempo: a foto foi tirada por esse camarada aqui, terça passada (10/fev) no show snoozento da Tenda Cultural montada na Orla de Atalaia, dentro do Projeto Verão. A não-divulgação (viva o orkut e o boca-a-boca) e horário incovenientemente cedo demais não atrapalharam a festa, a galera compareceu, e a Plástico Lunar encerrou a noite em grande estilo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Beneath the Underdog


Da auto-biografia de Charles Mingus, "Saindo da Sarjeta", p. 101, cap. 16:

Outubro
- Charles, cante a nossa canção para mim de novo, aquela que você compôs.
- Baby, você sabe que não sei cantar.
- Diga a letra então. Por favor?
- Tudo bem, baby, para você, em nossa última noite juntos como garoto e garota. Venha sentar-se ao meu lado, eu vou tocar para você.... "Boy meets girl on a cloudy afternoon, woman needs man so they say. Love at first sight - oh what a day that was - picnics - boat rides - strolling through the park - watching fireflies light up the dark..."
-
Vamos, Charles, a parte que você escreveu quando mamãe tentou mandá-lo embora.
- Talvez não dê sorte, Barbara.
- É só uma canção. Eu adoro. Por favor!
- "Came the rains, washing away all our dreams. No one's exactly to blame, we failed at the game of love and understanding. Each one is trying to learn that life is just a lesson. If you give and take in turn, love is what you earn. Now you've heard my story, now you know why I'm blue, I lost my Barbara Jane and I don't know what to do - until my baby's back guess I'll just have to die or sing the blues...
-
Querido, não faça esse ar tão triste. Essas últimas palavras nunca vão se concretizar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Get Back

Ainda sobre o Curso de Verão:
Dentro da maratona de shows, teve uma terça-feira que foi overdose de baixistas. Começou com Ney Conceição liderando três formações de seus alunos (cerca de 08 baixos cada grupo). Bacana a idéia. Quase participo de última hora, mas o ensaio geral chocava com o da Big Band, que eu já estava comprometido. Normal, provavelmente eu teria um papel terciário mesmo, assim como a maioria da galera. Os principais eram um aluno bom segurando o groove, e outro melodia. No mais, todos improvisavam por vez. Mas o melhor estava por vir: ao final Ney assumiu os comandos, chamou Kiko Freitas e um guitarrista + clarinetista do Amapá que estavam fazendo o curso, e tocaram composições dele, e também "A Rã" e "Partido Alto 2". Tudo ótimo.
Em seguida, o lançamento do Cd "Duo 13", que infelizmente não adquiri porque a grana tava pouca, mas ainda pretendo ir atrás. Trata-se de um violão de 07 cordas dialogando com o baixista (06 cordas) Hamilton Pinheiro - que foi meu professor em prática de conjunto. Excelente trabalho, ótimas composições com várias coisas a se estudar. Tenho que conferir a gravação mesmo...
Pra encerrar a noite, Tony Botelho, professor de contrabaixo acústico (ele foi professor do Jorge Helder, por exemplo), montou um grupo de última hora com Edu Ribeiro (batera), Sérgio Galvão (sax e piadas) e Leandro Braga (piano). Muito massa ver a galera combinando as partes na hora mesmo e quebrando tudo como se estivessem ensaiando há meses. Fora de série!

Na última semana fiz três apresentações. Na quinta, prática de conjunto. Me juntei com Davysson pra tocar "Three Views of a Secret" do Jaco, com direito a um quarteto vocal. Além disso fiz o baixo pruma composição do pianista mais requisitado da noite, o João Paulo. O cara é uma mistura de Thelonious Monk com Herbie Hancock. A música chama "Toma, Distraído", e é um sambinha safado, meio partido alto. A recepção foi excelente. Ah, digno de nota, essa apresentação e a do dia seguinte não foi na escola, mas no Espaço Brasil Telecom, que é dentro de um hotel mega chique, ao lado do Palácio da Alvorada!
E na sexta feira a Big Band fez a segunda apresentação, dessa vez com o repertório voltado mais pra swing, e também uma ou duas bossas. O som tava bem melhor, pena que não tinha muita gente. Sábado era a festa de encerramento do curso. Ficamos sabendo de última hora que a Big faria uma apresentação. E que ótimo, pois foi a melhor das três. Já lá pra 1 da manhã no pátio da escola mesmo, foi tudo perfeito. A galera super a fim de assistir e nós na pilha de tocar, fluiu que foi uma beleza. E depois, that's all folks, porque all things must pass, e o que é bom passa logo, e... acho que deu pra entender né? Buracaju aqui vamos nós, não sem antes comer um aratu catado recém chegado da terrinha, na Embaixada de Sergipe, ou melhor na casa do Tarso e da Ana. E Goodbye Blue Sky pra todos os amigos feitos na capital federal. God bless you.

De volta, já cheguei tocando num projeto do restaurante Chateau Blanc. Terças de jazz, tocamos eu, Rafael Jr. na batera, Davysson no sax e o líder Rafael Eugênio no pianão que ele sempre marreta solo todo sábado. A onda é fazer aquela música de elevador, trilha sonora pra galera jantar, mas enfim, é jazz, e música instrumental a gente curte de qualquer jeito. Ficou curioso?
Chega !

domingo, 18 de janeiro de 2009

Summer Babe

É nisso aí que meti as caras desde a última quarta-feira. O Curso Internacional de Verão de Brasilia é referência mundial, oportunidade pra rever técnicas, aprofundar conhecimentos e ver shows, muitos shows de grandes nomes da música instrumental brasileira - tanto no erudito como no popular. Aliás, essa parece ser uma premissa da Escola de Música como um todo, quebrar essas barreiras, o que é ótimo. Alguns professores meus da Ufs já tinham apontado pressa nova tendência de pensar música como uma coisa só, sem essas amarras. Afinal o que é conhecido como música clássica foi extremamente popular em sua época, e qualquer compositor vai ter como objetivo final ser ouvido pelos outros, enfim...
Meu professor de contrabaixo aqui é Jorge Helder. Figura de uma simplicidade comovente, faz muito minha linha: pouco virtuose - na verdade esse sou eu, o Jorge é virtuose sem firulas -, mais interessado no papel do baixista na construção melódico-harmônica de um trabalho musical, e cheio de dicas ou "truques" para dar aos alunos. Boas histórias sobre sua impressionante carreira, com cerca de 2.000 músicas gravadas no Brasil e exterior. O outro curso que estou fazendo é "Oficina de Improvisação". Acabei ficando na turma avançada, pois na entrevista me saí bem com as perguntas de harmonia! Mas não sei até onde isso foi interessante, pois tô penando nessa aula. Teve clínica individual, e o material teórico é pesado. Fora isso o professor (Ademir Junior, saxofonista) tem teorias psicológicas bastante interessantes sobre o improvisador. Vale a pena baixar a apostila dele, pra quem gosta de se aventurar em solos e nunca soube exatamente o que está fazendo...
Essas são as aulas da tarde. Às 8 da matina tenho que estar a postos com o baixo afinado pro ensaio da Big Band. Há dois maestros, um alagoano (Jonas) figuraça que ensaia muitos frevos, e o Manoel Carvalho, outro figura, que faz a linha de maestro chato, mas parece saber o que está fazendo. É o repertório dele que tô tocando mais, tem outro baixista fazendo a maioria dos frevos. Rola muito chorinho (yes!), e um ou outro swing. Parece que já me apresento essa próxima quinta. Na outra semana devo tocar também com um grupinho que formei com Davysson, pra Prática de Conjunto, que não é exatamente aula, mas o professor (Hamilton Pinheiro, baixista), manda a galera formar os grupos e ensaiar, que ele vai avaliar antes de marcar apresentação. Não é nada igual ao que vivi nos 06 semestres de Souza Lima, onde os professores de prática não só orientavam os grupos sobre como tocar, mas escolhiam o repertório e até distribuíam os alunos nos grupos. Mas é isso, nada é perfeito...
Uma coisa bacana desse curso é que rolam shows quase que diários. O concerto de abertura na quarta foi metade erudito, um duo de flauta e piano, e popular, com um Quinteto que incluía os profs. Hamilton no baixo e Ademir no sax. Muito bom! Sexta foi meio bizarro, botaram uma banda de rock pra tocar, talvez numa tentativa de abranger todos os estilos. Mas a escolha foi péssima, a banda só tocou hits batidíssimos da década de 90, misturando com Deep Purple e "Born to be wild"... foi no mínimo bizarro ouvir coisas como "Man in the box" e "Enter Sandman" por uma banda meia-boca (apesar dos bons músicos). Mas é isso, viva a diversidade. Agora heavy mesmo foi o show de sábado. Aí foi arrepiante, todo mundo saiu andando em nuvens. Tô falando do Nosso Trio: Nelson Faria, Ney Conceição e Kiko Freitas quebraram tudo. Não dá pra descrever em palavras, mas foi o show que todos os alunos estavam precisando. Teatro lotadíssimo, os caras sintetizaram o sentimento geral de todos ávidos em fazer música. Foi uma experiência muito marcante pra muita gente.
Daí ontem mesmo o Marcelo Snoozer sequestrou eu e Davysson pra fazer um som na casa de um amigo. O lugar era uma espécie de xalé já em Sobradinho, no meio do nada. Ficamos até de madrugada tocando de tudo. Claro que rolou um revival de Snooze e Beatles no repertório, mas tocamos vários Jobins e standards de jazz. Fiquei bem feliz de saber que Marcelo acordou recentemente pra sua veia musical, ele tem tomado aulas de violão erudito e passou a se interessar em estudar harmonia e teoria musical. Também visitei a rádio que o pai dele montou em casa. É bem reconfortante a noção de que os amigos de verdade duram pra sempre, não importa os rumos que nossa vida toma.
Hoje fiz programas turísticos com meu tio-primo (depende do ponto de vista) e sua esposa. Conheci o Museu Nacional, que é um projeto recente do Niemeyer. Depois visitamos uma exposição no CCBB: Arte para Crianças. Muito legal, fiquei só imaginando minha Julinha encapetada e chorando para não ir embora. Eram vários espaços, com diversas instalações, vídeos e salas com coisas pra galerinha manipular e brincar. Muito bom o espaço, melhor que o de SP onde concentram tudo no prédio histórico do BBrasil. Aqui é todo um complexo, e tudo muito belo, aliás como quase tudo nessa cidade, tirando os prédios dos Ministérios, que é uma coisa horrível. Ainda no domingo fiz uma prova via msn (sign o' the times) e fui no cinema com meus hosts. Amanhã me mudo pro alojamento da Escola pra dar conta dos ensaios, estudar mais e economizar nas passagens de ônibus. Apesar de ainda ter umas pendências da faculdade pra entregar via internet, acho que é o melhor a fazer nesses próximos dias. Estar aqui já é um privilégio, pretendo pelo menos dar o máximo de mim pra fazer bem feito e sair daqui cheio de idéias para aplicar nas gigs e aulas que conseguir dar em Aracaju. A propósito, alguém aí a fim de aulas de contrabaixo (kd a interrogação...). Desempregado procura, favor encaminhar propostas para fabiosnoozer@gmail.com, ou simplesmente deixar um comentário nesse blog que entro em contato imediato de any degrau.
Agradecido pela atenção. Câmbio desligo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tom Waits - More than Rain

It's more than rain that falls on our parade tonight
it's more than thunder, it's more than thunder
It's more than a bad dream now that I'm sober
Nothing but sad times, nothing but sad times

None of our pockets are lined with gold
Nobody's caught the bouquet
There are no dead presidents we can fold
Nothing is going our way

It's more than trouble I've got myself into
It's more than woe-be-gotten grey skies now

and it's more than a bad dream now that I'm sober
There's no more dancing, there's no more dancing
and it's more than trouble I've got myself into
nothing but sad times, nothing but sad times

None of our pockets are lined with gold
Nobody's caught the bouquet
There are no dead presidents we can fold
Nothing is going our way

And it's more than goodbye I have to say to you
It's more than woe-be-gotten grey skies now