segunda-feira, 12 de outubro de 2009

My Beatles in Mono


Não, eu não importei a linda caixinha em Mono dos Beatles. Pra quem não tá sabendo, além da Stereo Box, com os mesmos discos disponíveis para venda avulsa, essa segunda caixa não terá seus discos vendidos separadamente. E qual a importância disso? Que diferença faz? Bem, essas são as mixes originais dos álbuns e singles, e por muito tempo foram as únicas existentes. Quando o estéreo surgiu, nem se acreditava que ele ia pegar, muito menos substituir o mono. Isso quer dizer que os Beatles participavam e opinavam das mixes em mono, enquanto que a versão em estéreo era mais pra satisfazer um mercado ainda em expansão. A diferença não é tanta assim, mas dá pra dizer que é uma experiência diferente sim. Fora que, em alguns álbuns mais pra frente há versões diferentes de algumas músicas nas duas mixes. Então além da curiosidade de fã, torna-se um capricho de colecionador a obtenção de todas as versões de todas as gravações dos Fab Four... E pra quem efetivamente compra a caixa em mono, um mimo: ao invés dos modernos digipacks, cada disquinho reproduz fielmente um mini-vinil exatamente como na época do lançamento.
Voltando à minha coleção, estou aos poucos adquirindo os digipacks em estéreo (por enquanto: Abbey Road e Yellow Submarine), e achei os torrents em .flac (leia-se: qualidade de cd) da caixa em mono. O que vou fazer com isso? Meus próprios cds, ou do jeito que eu gostaria que fossem lançados, se algum executivo da EMI fosse insano como eu.
Explico, a base para essas compilações que irei disponibilizar nesse blog é a seguinte: odeio coletâneas. E por mais que os Past Masters cumpram sua função - a de coletar os singles dos Beatles já que eles não os incluiam nos álbuns -, não me conformo em ouvir um disco que cobre tantos anos e fases distintas dos Beatles numa mesma ordem, tendo como direção apenas a cronologia dos lançamentos. Então já que arquivos podem ser manipulados, ao contrário de um cd prensado, é assim que ouvirei minha coleção em Mono. E quem quiser baixar, pode conferir que o disco duplo Mono Masters é um item completamente dispensável nessa discografia... afinal espaço pra bonus tracks é o que não falta em discos de pouco mais de 30 minutos, certo?
Ah, outra justificativa pra algumas junções arbitrátrias em minha discografia: esses discos que a gente conhece hoje com começo, meio e fim e capas definitivas são a discografia britânica da época. O poderoso mercado americano só veio a ter esses lançamentos como definitivos (dos discos entre 1963 e 1966) nos relançamentos dos anos 70 e depois nos cds de uma década depois. Discos como Meet The Beatles, Something New, Beatles '65 e Yesterday and Today eram aberrações discográficas da Capitol Records. Verdadeiras compilações dos singles recém-lançados pela Parlophone na Inglaterra, juntando faixas avulsas geralmente de dois discos diferentes. Por exemplo, "Please Me Please" com "With The Beatles"; "A Hard Day's Night" com "Beatles For Sale"; "Rubber Soul" com "Help", daí as faixas não usadas em determinado lançamento viravam um novo disco... coisa de louco! E por muito tempo eram essas bizarrices que os americanos tinham como referência prum disco dos Beatles, chegando-se ao ponto de termos um álbum chamado Rubber Soul que não abre com "Drive My Car" e sim "I've Just Seen a Face" (do Help!). Isso tudo justifica algumas "licenças poéticas" que tomei para organizar essa minha discografia. Mas o que importa mesmo é a música. E essa... as good as it gets.

3 comentários:

Danilo disse...

Cara, não acredito que tem um maluco que nem eu que faz a mesma coisa com os discos dos Beatles, para escutá-los "cronologicamente", de acordo com as sessões de gravação! E ainda por cima é músico também! Muita coincidência, velho...

Desde que ganhei um iPod e passei a escutar música mais nele do que nos CDs, passei a arrumar os discos dos Beatles e dos Stones dessa forma, com a praticidade que o MP3 nos dá. Deu um trabalhão, principalmente a discografia dos Stones, pois pesquisei as datas de gravação de todas as músicas, mas valeu muito a pena!

Agora, nos meus discos eu incluí também as faixas que não foram lançadas oficialmente nos discos, como as que saíram no Anthology e outras raridades que encontrei pela internet.

Para início de conversa, te indico dois livrinhos bem bacanas da Editora Larousse: "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa" e "The Rolling Stones - Gravações Comentadas & Discografia Completa". Além do site http://www.nzentgraf.de/books/tcw/works1.htm (sessões dos Stones) e do livro do Mark Lewisohn "The Beatles Recording Sessions".

Vamos trocar idéia, brother! Meu nome é Danilo, trabalho como designer gráfico, e vivo em Salvador-BA. Você usa o e-mail que está na seção "Contato" do site da sua banda? Abraço.

FabioSnoozer disse...

Po, q bacana!
Eu tenho essa nóia há um bom tempo... com os stones arrumei as pastas no hd separando os singles dos álbuns, seguindo a discografia britânica tb. De repente dá pra postar tb, utilizando-se do artificio dos bonus tracks. Em relação ao Anthology dos Beatles, desisti qdo começou a complicar o numero de faixas por album, só com os singles a gente ainda dá pra viajar que isso poderia ser um Lp completo, se nao existisse um mercado forte para compactos...
Sou de Aracaju, mas tenho familia e bons amigos (do rock) em Salvador.
Gde abs
ps: O livro da Larousse sobre os Beatles eu tenho, porém ele é bem suspeito em algumas informaões, preciso de outra fonte mais confiável... (provavelmente o Lewisohn que já ouvi falar).

Ron disse...

Valeu por ter postando estes links! Tava louco procurando Beatles in Mono!

Abraços!